A Standard & Poor’s (S&P), uma das agencias de classificação de risco mais influentes do mundo, emitiu uma avaliação severa para a Tether (USDT), a líder em stablecoins. Na quarta-feira, 26 de novembro de 2025, a Tether foi classificada com a nota mais baixa possível: 5. Essa classificação levantou preocupações sobre a gestão de ativos da empresa e questões relacionadas à transparência nas reservas e na exposição a ativos de risco.
De acordo com a S&P, a classificação de 5 reflete um aumento da exposição a ativos de alto risco nas reservas da Tether ao longo do último ano, além de lacunas significativas na divulgação das informações financeiras. Um dos principais pontos destacados pela S&P é que o Bitcoin, um ativo altamente volátil, agora representa 5,6% das reservas da Tether, superando seu lastro tradicional de 3,9%.
A expoliação de ativos de risco no portfólio da Tether alimentar preocupações sobre a capacidade da stablecoin de manter sua paridade com o dólar americano. A S&P alertou que uma queda acentuada no valor do Bitcoin ou de outros ativos de risco poderia resultar na perda de lastro da Tether, que deveria ser sempre equivalente a 1:1 com o dólar.
O CEO da Tether, Paolo Ardoino, não hesitou em responder a essas críticas. Ele argumentou que a S&P está apenas defendendo os sistemas financeiros tradicionais, que frequentemente falham e levam instituições ao colapso, apesar de avaliadas positivamente. “Nos orgulhamos do seu desprezo”, disse Ardoino, destacando a necessidade de um novo paradigma em finanças que não se baseie unicamente em modelos clássicos de avaliação.
Embora a Tether tenha sido criticada, o CEO salientou que ela se destaca como uma empresa supercapitalizada, afirmando que é a prova viva de que o sistema financeiro tradicional está falido. “Tether é uma entidade lucrativa sem reservas tóxicas”, completou ele, defendendo a confiança nas operações da empresa.
Essa situação acentua o debate contínuo sobre a regulamentação de criptomoedas e a necessidade de maior transparência nesse mercado em rápida evolução. À medida que o interesse por ativos digitais cresce, questões como as levantadas pela S&P tornam-se cada vez mais relevantes, especialmente em uma era onde as finanças tradicionais estão em constante transformação.

