Em uma ação marcante, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou na última quarta-feira, dia 14 de agosto de 2025, novas sanções contra a corretora de bitcoin e criptomoedas russa Garantex Europe OU e sua sucessora Grinex. Essas medidas visam combater a lavagem de dinheiro e o financiamento de atividades ilícitas, como o ransomware e outras transações ilegais.
A investigação realizada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) revelou que, desde seu início em 2019, a Garantex facilitou transações ilícitas que totalizam mais de US$ 100 milhões. Os fundos obtidos derivam de operações com malwares, incluindo as infames gangues Conti, LockBit e Ryuk, além de transações em mercados subterrâneos da darknet.
Essa ação cibernética ocorre em um momento crucial, onde os Estados Unidos estão reforçando suas políticas para coibir a utilização de ativos digitais por agentes maliciosos. “As corretoras que facilitam a lavagem de dinheiro e o ransomware representam uma ameaça à nossa segurança nacional e prejudicam a imagem dos serviços legítimos”, destacou John K. Hurley, subsecretário do Tesouro.
A Grinex foi criada pelas autoridades após investigações que resultaram na apreensão de US$ 26 milhões em criptomoedas e no domínio da Garantex, com a clara intenção de driblar sanções. A nova plataforma adotou o token A7A5, uma stablecoin lastreada em rublos, emitida por uma entidade do Quirguistão, como forma de compensar usuários que sofreram perdas devido às ações contra a Garantex.
Os executivos transferiram contas e fundos diretamente para a nova corretora, o que caracteriza uma tentativa deliberada de violar as sanções internacionais. Além disso, dois bancos e entidades relacionados, como o InDeFi Bank e a plataforma de pagamentos Exved, também foram sancionados por seus papéis em transações internacionais que visavam escapar de sanções.
Com a inclusão das corretoras e seus executivos na Lista de Nacionais Especialmente Designados (SDN), todos os ativos dessas entidades nos EUA estão bloqueados. Isso impede que empresas e cidadãos americanos realizem qualquer tipo de transação com os sancionados, sob pena de incorrerem em penalidades.
As sanções agora implementadas representam um passo significativo na luta contra crimes financeiros associados ao uso de criptomoedas. O movimento ressalta a determinação dos EUA em proteger o sistema financeiro e garantir que as plataformas digitais operem dentro da legalidade.
O impacto dessa medida no mercado de criptomoedas pode ser profundo, afetando a forma como usuários e investidores enxergam a segurança e a legitimidade das corretoras de ativos digitais.

