Operação Veredicto Sombrio: Polícia Civil Apreende R$ 1 Milhão em Criptomoedas e Desarticula Grupo Criminoso

A Operação Veredicto Sombrio, realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), resultou na apreensão de R$ 973 mil em criptomoedas. Essa operação foi desencadeada após uma série de ataques cibernéticos que visavam o sistema judiciário brasileiro, incluindo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Deflagrada na quarta-feira, dia 10 de dezembro de 2025, a operação também resultou na apreensão de bens de alto valor, como veículos de luxo, joias e dinheiro em espécie, provenientes dos suspeitos envolvidos. A ação se concentrou em cidades como Belo Horizonte, Sete Lagoas e Jacutinga.

Como parte dos esforços, as autoridades determinaram o bloqueio de cerca de R$ 40 milhões, que inclui aproximadamente US$ 180 mil em criptoativos. No entanto, detalhes sobre onde essas criptomoedas estavam custodiadas — se em carteiras apreendidas ou corretoras — não foram revelados.

Segundo investigações, os criminosos infiltraram credenciais de magistrados e servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para invadir sistemas do CNJ. Utilizando esse acesso, eles realizavam ataques a sistemas vitais como o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e o Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud).

Além de ataques cibernéticos, o grupo era responsável por fraudes financeiras, aplicando golpes, como o famoso golpe do falso advogado, o que gerou grandes prejuízos financeiros para empresas e instituições financeiras. Vídeos e detalhes das investigações foram divulgados pela PCMG em suas redes sociais.

Ainda durante a coletiva de imprensa, o juiz auxiliar da Presidência do TJMG, Marcelo Rodrigues Fioravante, ressaltou a complexidade da situação ao afirmar que o combate ao crime organizado é um dos maiores desafios enfrentados pelo Estado brasileiro. Ele destacou que essa fraude está entre as mais audaciosas já registradas, devido ao acesso e modificação de sistemas judiciais.

A operação também está interligada à prisão de um hacker, que supostamente ameaçou o influenciador digital Felca. O hacker vendia credenciais de acesso a sistemas judiciários, utilizando informações de magistrados de diferentes tribunais, inclusive a Corte mineira. Tais ações foram fundamentais para que o serviço de inteligência da PCMG identificasse as operações da organização criminosa.

Com o desenrolar das investigações, espera-se que mais detalhes sobre a operação e a dinâmica dos criminosos sejam revelados, enquanto a Polícia Civil continua o trabalho de desmantelar essa perigosa organização.

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