Novo Ato de Regulação: O Fim do Mercado de Criptomoedas no Brasil?

Recentemente, Peter Turguniev, influente apresentador do canal ANCAPSU, veio à público para expressar sua opinião sobre a nova regulação do mercado de bitcoin e criptomoedas no Brasil. Ele se mostrou alarmado com as novas regras, as quais ele classificou como uma verdadeira “bomba” para o setor. Ao ler sobre a regulamentação no dia 11 de novembro, Turguniev destacou que a regulação prejudica a autocustódia, um dos principais aspectos que os investidores valorizam.

No seu vídeo intitulado “VANGUARDA do ATRASO: REGULAMENTAÇÃO do BC garante que CRIPTOS no BRASIL se TORNAM SEM SENTIDO“, ele argumenta que as novas diretrizes impostas pelo Banco Central do Brasil têm a potencialidade de sufocar o mercado local, favorecendo as corretoras internacionais em detrimento das nacionais. “Como esperado, essa regulamentação praticamente proíbe a autocustódia. Se você comprar criptomoedas em uma corretora brasileira, precisará transferi-las para sua própria carteira, que deve ser declarada”, detalhou.

Além disso, Luiz Parreira, proprietário da corretora de bitcoin Bipa, acrescentou que as novas regras devem levar a um aumento nos custos dos serviços financeiros. Segundo Parreira, “os serviços financeiros no Brasil vão estagnar e se tornar cada vez mais caros”. As novas exigências impõem limites mínimos de operações que vão de R$ 10 a R$ 37 milhões, criando um ambiente hostil para as corretoras que desejam operar. Ele enfatizou que todas as corretoras que prestam serviços aos brasileiros enfrentam desafios, sejam elas nacionais ou internacionais.

O Alerta de Especialistas

Renato Trezoitão, um respeitado defensor do bitcoin, também se manifestou sobre a nova regulação. Ele alertou que, desde 2016, havia previsto que as corretoras brasileiras estavam com os dias contados. Trezoitão lançou um treinamento completo em autocustódia, enfatizando que a “janela está se fechando” para os investidores. Em suas palavras, “a Resolução BCB 519 altera drasticamente o compliance e a prestação de informações requeridas das exchanges nacionais, criando um ambiente trágico para a indústria. Isso entra em vigor em fevereiro de 2026, portanto, é hora de agir antes que seja tarde demais”.

A nova regulação parece criar um cenário desafiador para o mercado de criptomoedas no Brasil, levantando preocupações sobre a viabilidade a longo prazo das corretoras brasileiras. Enquanto algumas vozes no setor alertam para os perigos de uma regulação excessiva, outras discutem sobre as alternativas para continuar a operar em um ambiente que se torna cada vez mais restritivo. O debate está aberto e promete movimentar os ânimos entre investidores, autoridades e o público em geral nos próximos meses.

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