Minerar Bitcoin é 41% Mais Caro do Que Comprar: Análise Revela Custos Elevados nos EUA

Um estudo recente revelou que minerar Bitcoin nos Estados Unidos está se tornando cada vez mais caro. Atualmente, o custo médio de miner ação de um BTC é de aproximadamente US$ 130.000, um valor 41% superior ao preço de mercado da criptomoeda, que gira em torno de US$ 92.000. Esse levantamento é preocupante para os mineradores, que têm enfrentado aumentos significativos nos preços da energia e dos insumos necessários para operar suas instalações.

Além de ser um desafio financeiro, a mineração de BTC nos EUA representa uma parte significativa da produção global, com o país respondendo por 37,8% do hashrate mundial. O estudo indicado estimou que no futuro, com o aumento contínuo dos custos, o preço da mineração pode atingir US$ 130.000 por BTC até dezembro de 2025.

Atualmente, os mineradores americanos consomem cerca de 158,20 GWh de eletricidade diariamente, o que equivale a um custo estimado de US$ 22,2 milhões por dia em energia elétrica. Para se ter uma ideia da magnitude desse consumo, é importante notar que esse valor é superior ao consumo de energia anual de países inteiros, como Suécia e Noruega.

  • Estados Unidos: 171,13 BTC minerados, 158,20 GWh de energia consumidos por dia
  • China: 95,49 BTC minerados, 88,28 GWh de energia consumidos por dia
  • Cazaquistão: 59,80 BTC minerados, 55,29 GWh de energia consumidos por dia
  • Canadá: 29,29 BTC minerados, 27,08 GWh de energia consumidos por dia

O aumento continue no hashrate global, que subiu aproximadamente 32% entre dezembro de 2024 e 2025, está diretamente atrelado aos altos custos operacionais e à necessidade de eficiência energética. Os mineradores foram forçados a repensar suas estratégias não apenas para maximizar a produção, mas para garantir a viabilidade econômica de suas operações.

Com as taxas de transação caindo drasticamente, a questão permanece: como as operações de mineração poderão se adaptar a esse novo cenário econômico? A redução no consumo de eletricidade por transação, que caiu de 32,44 kWh para 4,41 kWh nos últimos anos, oferece uma luz no fim do túnel, mas a realidade da mineração requer soluções inovadoras e investimento adequado para garantir a sustentabilidade no futuro.

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