No ano de 2026, enquanto o mundo observa uma crescente adoção de Bitcoin e outros criptoativos, as principais gestoras de fortunas no Brasil continuam a adotar uma postura conservadora, focando em ativos financeiros tradicionais. O que está impulsionando essa divergência?
As maiores instituições financeiras brasileiras, como Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Itaú Unibanco, Santander, UBS e XP, têm deixado o Bitcoin (BTC) e os criptoativos fora de seus portfólios recomendados. O foco na renda fixa se deve a um cenário político eleitoral instável e à busca por segurança financeira. Essas gestoras possuem uma estratégia conservadora, com alocações que priorizam investimentos em títulos atrelados à inflação e crédito privado estruturado.
Enquanto isso, instituições globais elevam suas alocações em criptoativos, utilizando ETFs de Bitcoin e a tokenização de ativos. Por exemplo, dados da Sygnum revelam que 87% dos investidores de alta renda na Ásia já têm exposição a ativos digitais, e 60% planejam investir ainda mais nesse setor. Isso demonstra uma crescente confiança nas criptomoedas, contrastando com a relutância observada no Brasil.
Além disso, a tokenização de ativos reais (RWA) é um conceito que está ganhando força. Essa tecnologia permite que títulos e imóveis sejam negociados como tokens digitais, aumentando a liquidez e a eficiência dos mercados. A estimativa é que o mercado de ativos tokenizados e stablecoins alcance US$ 2 trilhões até 2028, o que pode representar uma mudança radical nas estratégias de investimentos.
A realidade em 2026 pintará um quadro de incertezas e novas oportunidades. Os investidores brasileiros que desejam diversificar seus portfólios devem observar de perto essas mudanças globais e considerar como as criptoatividades podem se integrar em suas estratégias futuras. É imperativo que os gestores de patrimônio no Brasil reavaliem suas conselhos financeiros, aproveitando as tendências globais e a crescente aceitação das criptomoedas.

