Estudo do BIS Indica que Brasil Não Necessita de uma Moeda Digital de Banco Central

Um recém-publicado estudo sugere que o Brasil pode dispensar a implementação de uma Moeda Digital de Banco Central (CBDC). A pesquisa, realizada pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), defende a ideia de que o sistema de pagamentos instantâneos Pix já atende às necessidades do país.

Segundo o estudo, intitulado “Moedas digitais concorrentes”, o Pix oferece todas as vantagens que uma CBDC propondo, como inclusão financeira e rápida liquidação. Isso significa que a criação de uma nova infraestrutura digital poderia ser não apenas desnecessária, mas também redundante.

  • Eficiência nas transações.
  • Redução nas taxas de transação em comparação com cartões de crédito.
  • Acesso massivo e abrangente à população.
  • Transações 24 horas com liquidação quase instantânea.

Segundo os pesquisadores, “na presença de uma infraestrutura de liquidação rápida, a introdução de uma moeda digital não adiciona valor significativo para o consumidor”. O estudo ressalta que o Pix já foi adotado por mais de 90% da população economicamente ativa, superando métodos tradicionais de transferências.

A conclusão do BIS surge em um momento crítico para o Banco Central do Brasil, que está reavaliando o projeto de sua própria CBDC, o Drex. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, mencionou que a plataforma inicial baseada em blockchain, o Hyperledger Besu, não atendeu aos requisitos de segurança e escalabilidade esperados. Assim, o foco agora será buscar alternativas que integrem este projeto às necessidades reais da população.

A nova abordagem enfatiza a tokenização de ativos e o aumento do acesso ao crédito, ao invés de uma simples digitalização da moeda já existente. O Banco Central agora se compromete a ser agnóstico em relação à tecnologia utilizada, priorizando casos de uso práticos e a integração com o sistema de pagamentos já estabelecido.

Com a afirmação do BIS de que o Brasil não precisa de uma CBDC, o foco agora deve ser na eficiência e inovação dos sistemas financeiros existentes. O Brasil já resolveu parte das ineficiências dos sistemas de pagamento com o Pix, e a tarefa do Banco Central será explorar como este sucesso pode ser ampliado e aprimorado para beneficiar ainda mais os consumidores.

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