A Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (SESP) do Espírito Santo criou, através da Portaria nº 055-R, o Laboratório de Inteligência Cibernética (Ciberlab), com a finalidade de modernizar as investigações policiais frente ao crescimento dos delitos tecnológicos.
Com a nova unidade, que responderá diretamente à Subsecretaria de Estado de Inteligência e funcionará na estrutura da Gerência de Operações Técnicas (GEOT), o governo busca ampliar a capacidade de resposta do Estado contra crimes virtuais, especialmente aqueles relacionados à lavagem de dinheiro utilizando ativos digitais.
Uma das tarefas principais do Ciberlab será a identificação e rastreamento de criptoativos, fundamentais na ocultação de rendimentos oriundos de atividades ilícitas. A portaria destaca que o crime organizado frequentemente recorre a moedas digitais para financiar suas operações, colaborando para que o laboratório se torne uma ferramenta vital na luta contra essas práticas.
Além de atuar na investigação, o Ciberlab irá investigar transações financeiras suspeitas e criará canais de comunicação com corretoras de criptomoedas (exchanges) e provedores de internet. Essa aproximação visa garantir a preservação de vestígios digitais e a padronização de solicitações legais, permitindo uma resposta mais rápida e eficaz da segurança pública capixaba.
Outra inovação trazida pelo laboratório é o uso de Inteligência Artificial e aprendizado de máquina (machine learning), permitindo que a tecnologia de ponta seja utilizada na automatização da detecção de ameaças cibernéticas. Essa capacidade de processamento acelerado possibilitará a antecipação de possíveis ataques e a minimização de vulnerabilidades antes que aconteçam danos significativos.
O Ciberlab não atuará apenas de forma repressiva; sua função preventiva inclui o monitoramento de infraestruturas críticas e o desenvolvimento de planos de contingência em resposta a incidentes cibernéticos. O objetivo é proteger sistemas essenciais da segurança pública do Estado, fortalecendo a infraestrutura contra ameaças digitais.
A unidade também se tornará um polo de conhecimento. Haverá treinamentos e capacitação para servidores públicos e parcerias com centros de pesquisa e empresas, buscando o compartilhamento de boas práticas no combate à criminalidade digital. A portaria entrou em vigor imediatamente, sinalizando um passo significativo na luta contra o crime cibernético no Brasil.

