No dia 7 de setembro de 2025, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou a compra de 21 bitcoins para comemorar o “Dia do Bitcoin”. Enquanto o Brasil celebra sua independência nesta mesma data, os salvadorenhos utilizam a ocasião para lembrar a história de quando o Bitcoin foi oficialmente declarado moeda legal no país, em 2021.
A compra elevou as reservas nacionais de Bitcoin do governo para 6.313 moedas, totalizando um valor aproximado de US$ 708 milhões ou R$ 3,8 bilhões. Este marco coloca El Salvador na sétima posição entre os países com as maiores reservas de Bitcoin no mundo, segundo dados do Bitcoin Treasuries.
O ato simbólico da compra de 21 unidades de Bitcoin representa uma homenagem ao limite máximo de 21 milhões de bitcoins que haverá em circulação ao longo da existência da criptomoeda. Até o momento, aproximadamente 19,9 milhões de bitcoins já estão em circulação.
O Bitcoin tornou-se moeda legal em El Salvador no dia 7 de setembro de 2021, permitindo que tanto pessoas quanto comerciais passassem a aceitar a criptomoeda como meio de troca. Na mesma data, Bukele anunciou a aquisição inicial de 200 bitcoins, que desde então tiveram uma valorização impressionante de 480%.
No ano seguinte a essa adoção, Bukele implementou a estratégia de comprar um Bitcoin por dia, um processo conhecido como DCA (Dollar Cost Averaging). No entanto, a aquisição de 21 bitcoins neste ano é um desvio dessa prática, celebrando a importância do dia.
Recentemente, o governo salvadorenho adotou medidas de segurança, dividindo suas moedas em 14 endereços, como uma precaução contra possíveis ataques de computação quântica. Essa mudança faz parte de uma estratégia mais ampla para garantir a integridade dos ativos digitais do país.
Embora o país tenha se tornado um modelo de adoção do Bitcoin, a trajetória de El Salvador não tem sido isenta de desafios. A pressão de instituições financeiras como o Fundo Monetário Internacional (FMI) tem levantado questões sobre a viabilidade do Bitcoin como moeda legal.
Um exemplo disso é que, em janeiro de 2025, o Bitcoin deixou de ser considerado moeda de curso forçado. Além disso, um relatório do FMI divulgado em julho de 2025 indicou que El Salvador não realizava compras de Bitcoin desde março de 2024. Críticos alegam que os dados apresentados pela equipe de Bukele referem-se apenas a movimentações internas entre carteiras.
Quatro anos após adotar o Bitcoin, El Salvador continua sendo um importante caso de estudo para outros países que ponderam a adoção da criptomoeda, tanto como moeda quanto como um ativo de reserva equivalente ao ouro, com implicações profundas para o futuro da economia global.

