Deputados Reagem à Resolução do Banco Central que Classifica Stablecoins como Câmbio

Recentemente, uma decisão do Banco Central do Brasil gerou uma onda de reações entre parlamentares e especialistas do setor de criptomoedas. A Resolução 521/2025, que classifica stablecoins e transferências pessoais de criptomoedas como operações cambiais, foi amplamente criticada por diversos deputados que a consideram um exagero e uma violação das competências regulatórias do órgão.

Os deputados da bancada do NOVO foram os primeiros a levantar suas vozes contra a medida, apresentando o PDL 1012/2025, que visa sustar os incisos III e IV do artigo 76-A da resolução. O deputado Gilson Marques (NOVO-SC) declarou que a nova regra não tem respaldo na legislação atual e que tal interpretação adiciona um peso desnecessário sobre indivíduos que apenas movimentam seus criptoativos entre carteiras pessoais.

Além disso, os parlamentares ressaltaram que a resolução ignora o direito de autocustódia, fundamental para a liberdade do usuário em gerenciar seus criptoativos. Eles expressaram preocupação de que a imposição de monitoramento sobre cada transação de stablecoins possa levar a uma vigilância excessiva, limitando a liberdade financeira dos cidadãos. “Quem adivinha o que vem depois desse monitoramento?” questionou Marques nas redes sociais.

O deputado Rodrigo Valadares (União-SE) também se manifestou a respeito, argumentando que a série de resoluções aprovadas altera a arquitetura do sistema financeiro nacional de forma profunda. Ele lembrou que as stablecoins nunca foram consideradas moeda estrangeira e que a ação do Banco Central está desestabilizando o mercado cripto, podendo impulsionar a fuga de investidores para plataformas internacionais.

Esta discussão não se limita apenas ao Congresso, mas também ressoa na comunidade cripto e entre os investidores, que veem com preocupação as possíveis implicações dessa resolução. Muitos acreditam que a regulamentação deve ser realizada por meio de debate legislativo transparente, assegurando a participação de especialistas e da sociedade civil, para evitar erros que possam comprometer o crescimento do setor.

A expectativa é que, com o avanço dos PDLs, a situação se esclareça e que o uso de stablecoins e outras criptomoedas seja definitivamente consolidado em um marco regulatório justo e equitativo. À medida que o debate avança, a questão do direito à liberdade econômica ganhará cada vez mais destaque, mostrando a importância de regular com sabedoria e visão de futuro.

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