CPI da Íris: Banco Central e Receita Federal sob Foco em Novas Regras de Criptomoedas

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Íris, instalada na Câmara Municipal de São Paulo, tomou uma decisão significativa no dia 18 de novembro de 2025. Durante a sessão, os vereadores aprovaram requerimentos que convocaram o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e o secretário especial da Receita Federal, Robinson Sakiyama Barreirinhas, para esclarecer as novas regras sobre o mercado de criptomoedas.

O objetivo desta convocação é aprofundar a compreensão acerca das normas que afetam o mercado de ativos virtuais e a intersecção com dados biométricos, especialmente após a tentativa da Tools For Humanity de escanear a íris da população em troca de criptomoedas. O vereador Gilberto Nascimento (PL), vice-presidente da CPI, enfatizou a importância da reunião para compreender se as novas regulamentações são eficazes contra operações estrangeiras que coletam dados de forma irregular.

Na mesma sessão, a CPI também focou na atuação da Alandar Consultoria, contratada pela Tools For Humanity para assessoria em políticas públicas e relações governamentais. Apesar do término das operações de escaneamento no Brasil, o contrato permanece ativo. Durante a audiência, Danielle Kleiner e Karina Viveiros Araújo, representantes da consultoria, explicaram o funcionamento e criticaram a ilegalidade das operações financeiras em moeda estrangeira, declarando que os processos estavam dentro da legalidade.

Nascido de uma necessidade de transparência diante da operação com criptomoedas, o vereador Gilberto Nascimento questionou a forma de remuneração da consultoria. A resposta trouxe à tona questões sobre a veracidade das transações financeiras em dólar e se isso poderia abrir brechas para ações ilegais.

A CPI da Íris busca se aprofundar nas implicações legais e de segurança em relação à coleta de dados pessoais em troca de criptomoedas. A discussão gira em torno da verificação de idade e da necessidade de uma regulamentação mais robusta para proteger os cidadãos paulistanos. Em resposta a perguntas da vereadora Janaina Paschoal (PP), a consultoria defendeu a natureza puramente institucional de suas ações, sem envolvimento em propostas que favorecessem a Tools For Humanity.

Conforme a CPI avança, surgem novas questões sobre a eficácia das regulamentações e como elas podem proteger a população. A expectativa é alta para que as respostas do Banco Central e da Receita Federal possam lançar luzes sobre o futuro do mercado de criptomoedas no Brasil e garantir que operações fraudulentas não se repitam.

A sessão completa da CPI está disponível no YouTube oficial da Câmara de São Paulo, permitindo que os cidadãos acompanhem o desenrolar das investigações e os esforços legislativos para garantir a segurança dos dados pessoais e a integridade do mercado de criptomoedas no país.

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