Como Pix e Stablecoins Estão Transformando o Fluxo de Dinheiro na América Latina

Nos últimos anos, a América Latina tem sido palco de uma revolução no sistema financeiro, com o surgimento de tecnologias de pagamento que prometem alterar a forma como o dinheiro circula na região. Entre esses avanços, o Pix e as stablecoins têm se destacado, redefinindo paisagens econômicas e promovendo a inclusão financeira.

De acordo com um relatório da ACI Worldwide, o uso de pagamentos em tempo real, como o Pix, está projetado para superar 575 bilhões de transações globais até 2028. Essa tendência não apenas melhora a eficiência das transações financeiras, mas também tem um impacto direto na inclusão de grupos historicamente marginalizados, como jovens, mulheres e comunidades de baixa renda.

As stablecoins, por sua vez, estão se expandindo e dobraram de circulação em apenas 18 meses. Esses ativos digitais oferecem uma solução para problemas de alta taxa de remessa e prazos de liquidação prolongados. Além disso, ao serem lastreadas em moedas fiat, as stablecoins proporcionam maior estabilidade e previsibilidade nas transações digitais.

A competição entre as tecnologias de pagamento em tempo real e as stablecoins deve ser vista como uma evolução no sistema financeiro, onde ambos coexistem e se complementam. Especialistas indicam que o futuro dos pagamentos será híbrido, combinando a rapidez dos métodos locais com a segurança e a estabilidade das moedas digitais globais. Como destaca Vlademir Santos, da ACI Worldwide, “o Brasil está em uma posição privilegiada para acolher essas mudanças e deve servir de exemplo para outras nações”.

Além dos benefícios diretos para indivíduos e empresas, o relatório aponta que essas tecnologias podem gerar benefícios econômicos significativos, com um potencial de até US$ 199,7 bilhões em cinco mercados emergentes até 2028. No entanto, essas inovações não vêm sem desafios. A interoperabilidade, as incertezas regulatórias e a integração com sistemas existentes permanecem como barreiras que precisam ser superadas.

Outro aspecto fundamental é a segurança e a transparência oferecidas pelas stablecoins. Diferentemente do dinheiro físico, elas oferecem traçabilidade, permitindo melhores práticas de compliance e controle. A adoção em larga escala dessas moedas digitais poderá não apenas revolucionar transações cotidianas, mas também facilitar a entrada de novas tecnologias no sistema financeiro atual.

Em resumo, tanto o Pix quanto as stablecoins estão moldando um novo futuro financeiro na América Latina. Ao inovar e cooperar, é possível construir um sistema que garanta estabilidade, confiabilidade e, acima de tudo, escolha para os consumidores. A integração dessas tecnologias será fundamental para reduzir custos, aumentar a eficiência e proporcionar um acesso mais amplo aos serviços financeiros na região.

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