As ações do Méliuz (CASH3) fecharam a semana a R$ 3,67 na B3, eliminando toda a valorização acumulada desde que a empresa adotou a sua polêmica “Estratégia Bitcoin”. Essa queda drástica foi diretamente impulsionada pela forte redução de 35% no preço do Bitcoin, que impactou não apenas o valor das ações, mas também a confiança dos investidores em relação ao desempenho futuro da empresa no Setor de Criptoativos.
Desde a adoção de Bitcoin em sua tesouraria, as ações chegaram a valorizar 181%, atingindo picos de R$ 10,55 em maio. Contudo, essa trajetória ascendente foi abruptamente interrompida, trazendo as ações de volta aos níveis de março. Embora o terceiro trimestre de 2025 tenha demonstrado resultados operacionais robustos, com um lucro líquido de R$ 15,3 milhões e receita recorde de R$ 123,7 milhões, o mercado parece estar reagindo de forma negativa à volatilidade das criptomoedas.
- Os principais pontos do desempenho do Méliuz:
- Lucro líquido: R$ 15,3 milhões
- Receita: R$ 123,7 milhões
- Base de usuários no cashback: 45 milhões de contas
A correlação crescente entre o desempenho da companhia e a volatilidade do Bitcoin torna-se evidente, refletindo tanto os riscos quanto as oportunidades que esta estratégia apresenta. De acordo com análises do mercado, o retorno das ações do Méliuz a patamares de março serve como um alerta sobre os desafios enfrentados por empresas que adotam criptoativos como parte de suas tesourarias. Em momentos de alta volatilidade, os investidores precisam estar cientes que as ações podem amplificar tanto os ganhos quanto as perdas.
Diego Kolling, head da Estratégia Bitcoin do Méliuz, assegura que a empresa se concentra na maximização dos bitcoins por ação, considerando a volatilidade como um ruído. Ele acredita que essa abordagem protege o patrimônio da empresa e de seus acionistas, independentemente das flutuações de curto prazo do Bitcoin.
Para o futuro, o Méliuz aponta uma trajetória potencialmente positiva, com um mNAV (Market Cap to Net Asset Value) de 1,217, sugerindo que a empresa ainda está bem posicionada, mesmo frente a essas quedas. Entretanto, a dependência do preço do Bitcoin para a valorização das ações deve gerar novos debates entre analistas e investidores sobre a sustentabilidade de tais estratégias em clima econômico volátil.

