A gestora americana Bernstein anunciou recentemente que acredita que o tradicional ciclo de 4 anos do Bitcoin está “quebrado”. De acordo com suas previsões, a principal criptomoeda do mercado poderá alcançar o valor de US$ 150.000 em 2026, com a possibilidade de ultrapassar US$ 200.000 em 2027, e até mesmo US$ 1 milhão até 2033.
Esse otimismo se alinha com a visão de outras gestoras, como a Grayscale, que também compartilha a ideia de que a recente queda de 30% do Bitcoin pode ser uma correção normal e não um sinal de um mercado em baixa. Os analistas preveem que a recuperação pode iniciar já na próxima quarta-feira (10), durante a reunião do Fed.
Históricamente, o Bitcoin tem apresentado topos históricos a cada quatro anos. Exemplos disso são os anos de 2013, 2017 e 2021, quando a criptomoeda alcançou novos picos. No entanto, essa narrativa agora está sendo questionada por figuras influentes, como o fundador da BitMex, Arthur Hayes, que acredita que as políticas de emissão de moeda podem impactar significativamente o mercado no próximo ano.
Além disso, PlanB, criador do modelo Stock-to-Flow (S2F), também se mostrou cético em relação à confiabilidade dessa teoria, argumentando que estacionar a expectativa de novos máximos a cada quatro anos não reflete a complexidade do mercado. Com base nessa teoria, uma nova máxima histórica só seria vista novamente em 2029, superando a marca de US$ 126.000.
Apesar da recente correção, a Bernstein destaca que menos de 5% das saídas foram observadas em seus ETFs, o que demonstra uma resiliência do mercado apesar da pressão vendedora do varejo. Para eles, a futura alta do Bitcoin não é apenas uma aposta, mas uma consequência de uma demanda institucional mais robusta.
Com essa nova perspectiva, a Bernstein revisou suas metas, enchendo o mercado de esperança quanto ao futuro da criptomoeda. O que inicialmente poderia ser considerado uma fase de retração está sendo reinterpretado como parte de um ciclo de alta que promete durabilidade e crescimento.
As incertezas ainda permanecem, mas as previsões de Bernstein e a evolução contínua do mercado de criptomoedas indicam uma ampla possibilidade para o Bitcoin, sugerindo que essa pode não ser a última vez que ouvimos sobre novos recordes históricos nas próximas décadas.

