Banco da Inglaterra Se Compromete a Regulamentar Stablecoins em Sincronia com os EUA

Em um cenário de crescente interesse e adoção de stablecoins, o Banco da Inglaterra anunciou que implementará um marco regulatório para essas criptomoedas “tão rapidamente quanto os EUA”. A vice-governadora Sarah Breeden enfatizou a importância de que os reguladores britânicos permaneçam preparados e em diálogo constante com seus colegas americanos, já que a regulamentação dessa classe de ativos é crucial para o desenvolvimento do setor de criptoativos que atualmente está avaliado em US$ 310 bilhões.

A vice-governadora destacou durante a conferência SALT em Londres que a integração de regras semelhantes entre aliados globais é fundamental. “É realmente importante que estejamos sincronizados nas regras que regem o setor”, afirmou Breeden. Esta declaração vem em um momento delicado, onde o Reino Unido é muitas vezes criticado por estar em desvantagem em relação a outros países, especialmente após os EUA terem aprovado o histórico GENIUS Act em julho.

Breeden confirmou que o Banco da Inglaterra está se comunicando ativamente com o Federal Reserve dos EUA e outros reguladores financeiros. Em preparação para a apresentação de um documento de consulta sobre stablecoins agendada para o dia 10 de novembro, o banco visa alinhar suas propostas às tendências e práticas já estabelecidas nos Estados Unidos.

  • Integração de Stablecoins: Empresas como Western Union e SWIFT estão adotando soluções de stablecoins.
  • Aumento do Mercado: O Tesouro dos EUA estima que o mercado de stablecoins poderá alcançar US$ 2 trilhões até 2028.
  • Reuniões Diplomáticas: Uma recente reunião entre a chanceler britânica e o secretário do Tesouro dos EUA reforçou o compromisso de coordenação entre os dois países.

Enquanto isso, grupos de defesa da indústria têm pressionado o governo britânico por uma abordagem mais proativa em relação às criptomoedas, argumentando que a postura atual pode levar o Reino Unido a perder oportunidades de inovação e desenvolvimento tecnológico. Em um movimento controverso, o Banco da Inglaterra também sofreu críticas por suas propostas que limitariam as participações individuais em stablecoins a montantes entre 10.000 e 20.000 libras, algo considerado complexo e caro para ser implementado.

Não é apenas o Reino Unido que está se movendo em direção a uma regulamentação mais robusta. O governo do Canadá também anunciou planos para regular stablecoins, estabelecendo requisitos para emissões lastreadas em moeda fiduciária, incluindo a manutenção de reservas adequadas. Este movimento indica uma tendência global em direção a uma maior formalização e regulamentação deste novo setor, que promete revolucionar o sistema financeiro.

Com a crescente adoção institucional e a coordenada movimentação de países como EUA, Reino Unido e Canadá, o futuro das stablecoins parece mais promissor do que nunca, embora a demanda por regulamentação eficaz e prática permaneça crucial para seu sucesso e aceitação no mercado.

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